Release
O próximo verão vem quase como uma extensão do inverno. Mais colorido, algumas formas novas, mas com muito do “mesmo”. O movimento cíclico da moda parece não ter dado uma volta tão grande desta vez. Talvez seja um pouco o reflexo de um mundo mais econômico. Mesmo com todo desgaste da palavra, ouso dizer, sustentável.
Mas na moda é assim: coisas vão e vêm sem avisar. Ou ficam. E pelo caminho largam pistas. Respingos que nos atingem por trás do imenso guarda-chuva de informacões que vivemos. Saber enxergá-los é difícil, quase um dom. E quem entende, supõe que estas diretrizes podem refletir o momento social que atravessamos: em inglês, FUD – Fear, Uncertainty and doubt ( Medo, Incerteza e Dúvida ). Daí vem o desejo (ou a necessidade) de nos proteger e, ao mesmo tempo, nos aproximar do outro.
A estação também traz uma atitude híbrida e criativa para soluções técnicas (nos tecidos, por exemplo) e de moda. Mistura patterns, surfaces, culturas. Estimula contrastes: brilhante/opaco, mídi/máxi. Vamos comunicar o desejo de aproximação através de cores quentes, chamativas.Como numa dança de acasalamento onde toda forma de beleza é carta certa para atingir o objetivo. Bichos, listras, flores e cores adornam o casual fashion. E os militares voltam dissolvendo silhuetas no cenário urbano. As cores vão do bege elegante, passam pelas cores quentes das frutas, pelos verdes até chegarem a diferentes nuances de cinza.
Se a moda prepara um exército de soldados urbanos, individualistas e coloridos, a DBZ entra em campo e arma tendas de tecidos aglutinando tribos e diferentes. Como um escudo, coletiviza a proteção. Pois tudo fica mais fácil, confortável e criativo em grupo. Esta é a nosa procura. Mais uma vez, olhamos para o todo. Para a civilização. Só que agora de perto, pois aconchego traz segurança. E abertura para o novo não há de faltar. Façamos bom uso desta poderosa arma.

